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COMO SE COMPORTAR NA IGREJA

Se tem um lugar onde devemos aprender a nos comportar e respeitar é na igreja, mas muitas pessoas se esquecem disso… Sendo lá o Templo de Deus, devemos levar em consideração algumas normas básicas e importantes que devemos praticar nesse lugar tão Santo.

O CRISTÃO NA “CASA DE DEUS”

1 – Bem sabe o cristão que nossos templos são lugares sagrados. Igualmente sabe que nas Igrejas católicas mora o Deus eterno e omnipotente, real e verdadeiro, embora se oculte aos nossos olhos materiais sob os véus eucarísticos.


Na Igreja, portanto, deve haver todo respeito, o maior silêncio e devoção.

[…]

3 – Quando o cristão entra na Igreja, vai logo fazer uma devota genuflexão diante do altar do Santíssimo, que é fácil reconhecer, pois diante dele arde continuamente uma lamparina, e aí adora o seu Deus na Eucaristia. Para Jesus Sacramentado deve estar polarizada a atenção, a fé, o amor dos fiéis.

[…]

6 – As senhoras devem estar na Igreja com a cabeça coberta, principalmente na recepção dos sacramentos. Os vestidos devem ser discretos e modesto. Nada de decotes exagerados e vestidos sem mangas.

[…]

8 – Ninguém deve sair da Igreja durante o sermão. Isto incomoda o auditório e o pregador e constitui grande falta de educação.

9 – Não se pode ficar sentado nem sair da Igreja durante a bênção do Santíssimo, que aliás dura poucos minutos.

[…]

11 – Eis algumas faltas de educação que ainda devemos evitar na Igreja: Conversar, cochicar, rir – olhar para os que entram ou saem – fixar curiosamente as pessoas – perturbar, como quer que seja, as pessoas que rezam – cuspir no chão – assoar-se com estrondo – fazer ruído com os bancos ou cadeiras – ajoelhar ou assentar-se desajeitadamente – cruzar as pernas – estar de mãos no bolso – cumprimentar ostensivamente os amigos (basta um aceno de cabeça) – não tomar parte nas práticas e orações em comum – gritar ou arrastar a voz nas orações ou cânticos – não guardar silêncio e respeito durante os casamentos, batizados e exéquias – fazer algazarra na porta ou nas proximidades – enfim tomar atitudes que revelem falta de fé ou de educação.

Extraído de Compêndio de Civilidade: para uso das famílias e dos colégios. 11ª edição.

Podemos ainda acrescentar as seguintes instruções:

Não chegar atrasado – se você vai de casa para a igreja, calcule o tempo necessário (seja de carro ou transporte coletivo) para que você chegue, pelo menos 10 minutos antes, evitando correria e tumulto.

Desligar o Celular – se você vai até a igreja se supõe que é para assistir ao Santo Sacrifício e não há nada mais desagradável e desrespeitoso que, em meio a Missa, tocar um celular! Atendê-lo, então, nem pensar! Você está ali para se alimentar das coisas de Deus, portanto, desligue-o!

Observe esses cuidados simples mas que trará um enorme benefício para sua fé e para os demais fiéis.

PEQUENO MANUAL DO CATÓLICO

O Santo Sacrifício da Missa

1) O que é a Missa?

A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.

2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?

Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.

3) Porque dizemos que a missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?

Por que nela aquele mesmo sacrifício de Jesus se apresenta diante de nós através de sinais sensíveis que realizam a graça sacramental. Estes sinais, no caso da missa são as espécies consagradas, o pão e o vinho que, na consagração, se transformam no Corpo e Sangue de Jesus pelas palavras que o sacerdote pronuncia.



4) A Missa é, então, um Sacramento?

Sim, a Missa é a cerimônia na qual se realiza o Sacramento da Eucaristia, que é a presença real de Jesus na hóstia consagrada.

5) Essa presença de Jesus na hóstia consagrada é um símbolo de Jesus?

Não podemos dizer que seja apenas um símbolo. Jesus está realmente presente com todo seu ser. Toda a natureza humana e toda a natureza divina estão presentes na Sagrada Hóstia. Toda a substância do pão e do vinho se transformaram milagrosamente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.

6) A Igreja católica dá um nome especial a esta transformação?

Sim, a Igreja definiu o termo de “transubstanciação” como sendo o único capaz de exprimir o milagre que se opera na transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus.

7) Porque dizemos que a Missa é um sacrifício eficaz?

Por que pela presença real de Jesus nós recebemos não apenas a graça sacramental da Eucaristia, mas o autor mesmo da graça, Jesus Cristo, nosso Deus, a quem adoramos de joelhos. A presença real de Jesus é a maior graça que uma alma pode receber nesta vida.

8) De que modo podemos receber Jesus na Eucaristia?

Pela Santa Comunhão. Sendo um sinal sensível do sacrifício de Cristo, quando comungamos, recebemos Jesus como alimento de nossas almas. Ele vem ao nosso coração de um modo muito real e eficaz.

9) Como podemos nos preparar para receber Jesus no coração?

Antes de tudo, uma boa confissão, um arrependimento sincero dos nossos pecados. Devemos também viver sempre na presença de Deus, consagrando nosso dia a Ele, desde o levantar e agradecendo sempre as graças recebidas ao deitar. Na Santa Missa, estar atento ao que acontece no altar, de preferência seguindo o texto mesmo da missa no missal.

10) Existe algum momento da missa que seja mais importante do que outros?

O mais importante momento da missa é a Consagração. Assim que foram ditas as palavras da forma sacramental, o padre eleva a hóstia e o cálice para serem vistos pelos fiéis. Todos devem estar de joelhos, compenetrados, silenciosos e em adoração.

11) Existe algum outro momento em que devemos estar de joelhos obrigatoriamente?

Sim. Quando o sacrário está aberto, quando a comunhão é distribuída aos fiéis, quando o padre dá a bênção final.

O templo de Deus

A Igreja é a casa de Deus. Lugar de oração, lugar de silêncio. Nela, nada de profano deve entrar. Toda a vida de uma igreja gira em torno das coisas de Deus, principalmente do seu culto, do seu louvor, do seu sacrifício.

12) Qual é a parte principal de uma igreja?

É o altar. Ele é o centro e a razão de ser da igreja. Todo altar é de pedra, pois é sobre a pedra que se realiza um sacrifício. No Antigo Testamento vemos diversos exemplos de sacrifícios oferecidos sobre altares de pedra. Noé, quando sai da arca; Abraão quando vai sacrificar Isaac; Jacó quando acorda do sonho etc.
A Igreja mantém este costume. Mas o sacrifício oferecido já não é apenas figurativo do verdadeiro sacrifício, como no Antigo Testamento, mas o próprio sacrifício por excelência, o único agradável a Deus, o sacrifício de seu Filho.

13) Qual a primeira coisa que devemos fazer ao entrar numa igreja?

Molhando os dedos na água benta, fazemos o Sinal da Cruz. Caminhamos até o lugar em que vamos rezar, fazemos a genuflexão e nos ajoelhamos para rezar.

14) O que é uma genuflexão?

É um ato de adoração pelo qual dobramos nosso joelho direito até tocar o solo e voltamos à posição normal.

15) Em que momento devemos fazer a genuflexão?

Quando entramos na igreja, antes de sair da igreja e cada vez que passamos na frente do sacrário.

16) Existe algum outro tipo de genuflexão?

Sim. Devemos genuflectir com os dois joelhos sempre que o Sacrário estiver aberto, ou que um padre estiver elevando a hóstia na consagração de uma missa e que entrarmos nessa hora na igreja, ou ainda se o padre estiver distribuindo a comunhão. Também devemos fazer esta genuflexão com os dois joelhos quando o Santíssimo Sacramento estiver exposto na Custódia, para nossa adoração.

17) Como se faz esta genuflexão com os dois joelhos?

Devemos nos por de joelhos completamente, fazer uma leve inclinação com a cabeça e nos levantar-mos em seguida.

18) Além da água benta, da genuflexão e da oração, o que mais se pede quando se entra numa igreja?

Devemos estar vestidos corretamente, sem bermudas ou shorts, sem chinelos mas bem calçados, sem camisetas de alça, mas com camisas de mangas. Os homens e rapazes devem evitar as blusas com desenhos espalhafatosos, de esportes e coisas parecidas. As mulheres não podem entrar numa igreja com os ombros descobertos, sem mangas ou com mini-saias.

19) É obrigatório para as mulheres o uso do véu?

Desde São Paulo até bem pouco tempo sempre foi pedido às mulheres que cobrissem a cabeça dentro da Igreja. Esse é o costume que mantemos em nossas igrejas. Não somente porque está assim na Bíblia, mas também porque isso favorece o recolhimento e a oração.

20) Porque as mulheres devem vir à igreja de saias?

Porque as calças compridas dão a elas um ar menos feminino, diminuindo a distinção entre os sexos e favorecendo uma atitude menos recatada. Também por isso a saia deve ser abaixo do joelho. Estes são os critérios para as vestimentas em nossas capelas e isso tem mantido um ambiente muito bom, próprio para a oração.

21) Como podemos saber que a Sagrada Hóstia está presente no Sacrário?

O principal sinal da presença do Santíssimo é o véu que cobre o Sacrário. Este véu se chama “conopeu” e costuma ter a cor dos paramentos do dia. Além do conopeu, deve sempre haver uma lamparina acesa perto do Sacrário.

22) Se o Sacrário estiver vazio, devemos fazer a genuflexão?

Não. Diante do Sacrário vazio fazemos apenas uma profunda inclinação ao altar e ao Crucifixo. Neste caso a lamparina deve estar apagada e o conopeu levantado ou ausente.

A Missa vai começar

23) Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?

Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.

24) É permitido chegar atrasado na Missa?

Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.

25) Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?

Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.

26) E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?

A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar.  É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.

27) Qual o melhor lugar para se assistir à missa?

Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.

28) Qual o melhor modo de se assistir à Missa?

Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que são explicados passo a passo.

29) Existe um modo de se entender melhor as diversas orações que compõem uma missa?

Uma divisão lógica dos textos pode ajudar a se localizar:

Devemos antes de tudo distinguir entre

Ordinário da Missa: são as orações fixas que se rezam em todas as missas

Próprio da Missa: são as orações daquele dia em particular.

No Próprio de toda missa existem:

- 3 antífonas : Intróito, Ofertório e Comunhão – As antífonas são pequenos textos que introduzem um salmo. Na missa, os salmos que seguem estas 3 antífonas ficam reduzidos a um versículo, como podemos ver no missal.

- 3 orações: Coleta, Secreta e Pós-comunhão – A Coleta é a oração sobre os fiéis, nossas necessidades espirituais. A Secreta é a oração sobre as secretas, termo antigo que designava o pão e vinho separados no Ofertório para serem consagrados. A pós-comunhão é a oração de ação de graças pelo alimento sacramental que acabamos de receber.

- 2 leituras, Epístola e Evangelho. Entre as duas curtas meditações que variam de acordo com a época do Ano Litúrgico: Gradual, Aleluia, Trato.

30) Existe ainda outras divisões que possam ajudar a assistir à Missa?

Sim. Considerando a missa de modo cronológico, podemos distinguir três partes.

31) Como se chama a primeira parte da missa?

Chama-se Missa dos Catecúmenos. Assim chamada porque, sendo formada pela parte penitencial e de instrução, era assistida também pelas pessoas que se preparavam para o batismo (os catecúmenos). Estes deviam deixar a igreja após o Credo. Os Santos Mistérios só podiam ser assistidos pelos batizados. Já não se tem este costume, mas o nome permanece. Também se chama a esta parte de Ante-missa.

32) Quais as orações da Missa dos Catecúmenos?

Orações ao pé do altar, com o Salmo Judica me (42) e o Confiteor.
Intróito, Coleta e a parte da Instrução: epístola, evangelho, sermão e o Credo, que é a profissão de fé católica.

33) Qual a segunda parte da Missa?

É a Missa dos Fiéis. Na antiguidade, todos os que, já sendo batizados e tendo podido confessar-se, estavam aptos para assistir o Santo Sacrifício e comungar.

34) Quais as orações ou partes da Missa dos Fiéis?

Ofertório, com o oferecimento do pão e do vinho que serão consagrados
Prefácio, longo canto que exprime o mistério da missa do dia.
Cânon, parte central da Missa. São as mais belas orações que o padre reza em silêncio e que têm seu ápice na Consagração.
Pai Nosso, rezado apenas pelo celebrante porque este ocupa o lugar de Cristo, que o rezou sozinho para ensinar aos Apóstolos
Comunhão
Orações finais

35) Qual a posição que devemos adotar ao longo da missa?

De joelhos:

- orações ao pé do altar até o final do Kyrie (nas missas de roxo ou preto até o fim da Coleta)
- do final do Sanctus até antes do Pai Nosso
- do Agnus Dei, durante toda a comunhão, até que o padre venha rezar a antífona da comunhão
- na bênção final

De pé:

- no Glória
- no Evangelho
- no Orate Fratres até o fim do Sanctus
- no Pai-Nosso até o Agnus Dei
- na antífona da comunhão até o fim do Ite Missa Est.
- no último Evangelho

Sentado:

- durante a Epístola até que o padre entoe o Evangelho
- durante o ofertório até que o padre entoe o Orate Fratres
- é permitido, mas não recomendado, sentar-se após o sacrário ser fechado, depois da comunhão (nunca se sentar durante a distribuição da comunhão ou com o sacrário aberto).

Seria uma falta não estar de joelhos: (salvo doença)

- na consagração
- a partir do Ecce Agnus Dei, quando o padre mostra a hóstia,  até que o Sacrário seja fechado
- na bênção final

36) O que se deve fazer após a comunhão?

Quando nos levantamos da mesa de comunhão, carregamos Jesus no coração. Toda nossa atenção deve estar voltada ao hóspede divino que nos vem visitar com tanto amor e misericórdia. Uma atitude compenetrada, o olhar voltado para baixo, silêncio na alma e no corpo. Chegando ao nosso lugar, ficamos de joelhos, procuramos fechar os olhos e rezar em silêncio, saboreando este encontro sublime com Nosso Salvador. Podemos também, para ajudar a concentração, rezar as orações tradicionais de “ação de graças”, como se encontram no próprio missal ou nos livros de oração.

37) Quando o padre sai da igreja, no final da missa, devemos sair também?

Quanto vale um só instante com Jesus presente em nós? Vale a pena prolongar nossas orações e nosso silêncio, principalmente se considerarmos que durante a semana, são raros os momentos de silêncio e oração. Fiquemos alguns instantes com Jesus em ação de graças, após a Santa Missa. O padre também volta à igreja para rezar sua ação de graças. Procuremos não impedi-lo, com nossas necessidades, de fazer sua ação de graças.

O uso do missal

38) Como podemos nos localizar melhor quando seguimos a missa no missal?

- O Ordinário da Missa fica no meio do missal. Ponha um marcador reservado para o Ordinário. É a parte fixa que se reza em todas as missas.

- Temporal : Toda a parte que precede o Ordinário é chamado de Temporal (missas próprias para o tempo): engloba todas as missas dos domingos ao longo do ano além de algumas outras missas que podem cair em dia de semana mas que estão inseridas nos mistérios da vida de Jesus Cristo: Natal, Epifania  e outras. Ponha um marcador reservado também para esta parte

- Santoral : Logo depois do Ordinário vem o Santoral. Missas dos Santos. Dividido em duas partes:
            - Comum dos Santos – são missas indicadas para diversos santos : comum dos confessores, ou comum dos mártires etc. No dia do santo está indicada a página quando se deve usar a missa do comum. Ponha um marcador par o Comum dos santos.

            - Próprio dos Santos – são as missas indicadas no dia mesmo do santo. Junto com a missa vem uma breve notícia histórica sobre a vida do santo. Vale a pena abrir todos os dias o missal para acompanhar os santos de cada dia. Ponha um marcador para o próprio dos santos.

- Missas votivas – São missas que rememoram algum mistério fora de época, para quando não houver nenhuma missa indicada naquele dia.

- Missa dos defuntos – todas as orações que devemos fazer nos enterros e nas doenças graves para pedir a Deus pelos nossos parentes e amigos.

- Manual de orações – muitas orações, ladainhas, consagrações, hinos, cânticos se encontram ainda no fim do missal. Não deixe de conhecer profundamente todas elas.

Outras obrigações dos fiéis

39) Além da assistência à Santa Missa, o que mais é pedido aos fiéis?

A Santa Igreja em sua sabedoria e para o bem de nossas almas, maior glória de Deus e para nossa salvação, pede ainda outras obrigações, que devemos procurar realizar com espírito de obediência e amor por Deus Nosso Senhor. São os chamados “Mandamentos da Igreja”.

40) Quais são esses Mandamentos?

São cinco:

- Assistir a missa inteira aos domingos e dias Santos de Guarda
- Confessar-se uma vez por ano pelo menos
- Comungar por ocasião da Páscoa
- Fazer jejum e abstinência nos dias prescritos
- Dar o dízimo segundo o costume

41) Porque a Igreja nos obriga a confessar e comungar na Páscoa?

Sendo a mais importante festa do Ano Litúrgico, centro dos mistérios da vida de Nosso Senhor, a Igreja considera que todos os católicos devem realizar este mínimo de amor por Jesus Sacramentado. Não significa que esta comuhão seja suficiente. O ideal seria que comungássemos todos os domingos. Mas a obrigação da comunhão pascal nos impele a fazer um bom exame de consciência. Quantas pessoas receberam a graça da conversão devido à confissão para a comunhão pascal.

42) Quais os dias Santos de Guarda?

Na Igreja Universal são dias santos de Guarda:

- Oitava de Natal (1º de janeiro)
- Epifania (6 de janeiro)
- São José (19 de março)
- Ascensão de Nosso Senhor
- Corpus Christi
- São Pedro e São Paulo (29 de junho)
- Assunção de N. Senhora (15 de agosto)
- Todos os Santos (1º de novembro)
- N. Sra da Conceição (8 de dezembro)

Em cada país a legislação muda quanto aos dias feriados. Todos os católicos devem fazer um esforço para ir à Santa Missa nos dias santos de Guarda quando não for feriado.

43) Quais os dias de jejum obrigatório?

Atualmente, apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Mas o espírito da Quaresma nos move a jejuar com maior frequência, mesmo não sendo de obrigação.

44) Ainda é de rigor a abstinência de carne nas sextas-feiras?

Sim. Toda sexta-feira do ano devemos nos abster de comer carne (podemos comer peixe), em honra e em memória das dores da  Paixão de Cristo.

45) Porque existe a obrigação do dízimo?

Os padres não recebem salários, mas se dedicam em tempo integral às almas. Vivem atentos a todas as necessidades espirituais, e muitas vezes, às necessidades materiais dos seus fiéis. Nada mais justo que as famílias prevejam a subsistência do seu padre.

46) Como se paga o dízimo em nossas Capelas?

Cada família costuma deixar no início do mês uma quantia para este fim. Ela varia de acordo com as possibilidades de cada. Mas todos devem estar atentos para não faltar, de modo a cumprir esta grave obrigação que a Igreja nos impõe, em nome da Caridade e que não deixa de reverter-se para o bem dos próprios fiéis.

O ANO ECLESIÁSTICO TRADICIONAL

O ano eclesiástico começa no primeiro Domingo do Advento e termina no 24º Domingo depois de Pentecostes. Compõe-se de estações ou tempos litúrgicos. O PRÓPRIO DO TEMPO OU CICLO TEMPORAL­, revela-nos Nosso Senhor no quadro tradicional dos grandes mistérios de nossa santa religião. Simultaneamente, desenvolve-se com este um ciclo secundário, chamado o PRÓPRIO DOS SANTOS ou CICLO SANTORAL, porque é composto das festas de todas as almas santas nas quais já foi completada a obra da redenção.

I. O PRÓPRIO DO TEMPO OU CICLO TEMPORAL

Escrevendo aos romanos (8,29) São Paulo diz que DEUS NOS PREDESTINOU PARA SERMOS CONFORMES À MESMA IMAGEM DE SEU DIVINO FILHO. O objetivo da Igreja no sacrifício da missa é manter-nos em contato estreito com Cristo, fazer-nos semelhantes a Jesus Cristo, nosso modelo e nosso guia.

É esta imagem de Cristo, do Filho de Deus, que a Igreja nos apresenta e propõe à nossa imitação através dos Tempos do ano litúrgico. Este círculo ou ciclo divide-se em duas partes: o ciclo do NATAL e o da PÁSCOA, com dois tempos intermediários. Cada um destes ciclos divide-se ainda em tempo antes, durante e depois destas grandes festas que tem por fim preparar a alma para as lutas da vida e dispô-las para celebrar condignamente as festas.

A. CICLO DO NATAL, OU DA ENCARNAÇÃO

O Tempo do ADVENTO (Em latim: Adventus) é composto de quatro semanas, durante as quais, com os patriarcas e profetas, suspiramos pela vinda de Nosso Senhor. O do NATAL coloca-nos diante dos olhos o nascimento do Verbo Encarnado, que nasce em nós pela graça, e a Epifania, ou sua manifestação ao mundo. Os DOMINGOS DEPOIS DA EPIFANIA (de 0 a 5 domingos), recordam-nos a vida oculta de Jesus em Nazaré e revelam-nos a sua divindade.

B. CICLO DA PÁSCOA, OU DA REDENÇÃO

Dependendo da lua pascal, este ciclo começa entre as datas extremas de 18 de janeiro e 22 de fevereiro. Nove semanas, preparam-nos para a grande festa da Páscoa. São divididas em três períodos:

a) O Tempo da SEPTUAGÉSIMA, que durante duas semanas e meia coloca-nos ante os olhos a vida pública de Nosso Senhor e no-la resume;

b) O Tempo da QUARESMA, que começa na quarta-feira de cinzas e nos recorda durante os quarenta dias de penitência o mesmo tempo de jejum que o Senhor fez no deserto e de que nos convida a participar;

c) O Tempo da PAIXÃO, que compreende os dois últimos domingos da Quaresma, e nos apresenta os últimos sofrimentos de Cristo e a sua agonia, para que aprendamos com Ele a morrer e a ressurgir para a vida.

O Tempo PASCAL permite-nos participar da maior de todas as festas, i.e., a festa da Páscoa e sua oitava privilegiada, em que a nossa alma ressuscita com Cristo e o acompanha, durante as cinco semanas seguintes, nos trabalhos da fundação da Igreja, até o dia de sua Ascesão ao céu. A festa e a oitava de Pentecostes encerra este Tempo com a descida do Espírito Santo às nossas almas.

Os DOMINGOS DEPOIS DE PENTECOSTES (23 a 28 domingos), mostram-nos os frutos de santidade que o Espírito Santo e os Santos Sacramentos desenvolvem na Igreja e em seus santos até o fim do mundo. Este último acontecimento é posto diante de nossos olhos no último domingo de Pentecostes.

A festa da Páscoa, que constitui o centro do ano eclesiástico, é sempre celebrada no domingo seguinte ao plenilúnio de março, i.e., o domingo que segue à primeira lua cheia depois de 21 de março. Daí uma variação de data que pode estender-se de 22 de março a 25 de abril.

II. O PRÓPRIO DOS SANTOS OU CICLO SANTORAL

Mas a Igreja propões outros modelos à nossa devoção e imitação: os santos, cujos nomes se acham inscritos no calendário de suas festas.

Pio X, na Bula “Divino afflatu”, estabelece as regras que nos devem orientar na hierarquização das festas dos santos, que se intercalam no decurso do ano entre os grandes mistérios do Ciclo cristológico. O primeiro lugar pertence à SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA. Depois vêm os SANTOS ANJOS. A seguir, segundo o maior ou menor papel que desempenham no mistério da encarnação, SÃO JOÃO BATISTA, precursor do Messias, SÃO JOSÉ, SÃO PEDRO e SÃO PAULO e os demais apóstolos, cujas festas foram sempre celebradas com solenidade especial. As festas dos santos nacionais, padroeiros de dioceses ou paróquias têm também lugar principal em virtude da gratidão que devemos todos a esses desvelados protetores. Vêm a seguir as festas da Dedicação das igrejas, dos mártires, dos pontífices (papas e bispos), dos doutores (Padres da Igreja e mestres autorizados da palavra divina), dos confessores (daqueles que confessaram com o exemplo e com a palavra o nome de Deus), das virgens e das santas mulheres.

III. RUBRICAS GERAIS

De conformidade com o decreto de 26 de julho de 1960, vai explanado aqui o novo código de rubricas. Por uma contínua referência a esta explanação e ao calendário, os fiéis podem descobrir no missal que missa deve ser celebrada em determinado dia. Para os domingos, basta consultar o calendário dominical, pág. XVIII.

1. DIAS LITÚRGICOS

Por dia litúrgico entende-se o dia que é santificado por atos litúrgicos; a Missa é o seu centro e esse centro é colocado dentro da estrutura do Ofício Divino. Todos os dias do ano são dias litúrgicos. Há cinco classes de dias litúrgicos: Domingos, férias, vigílias, festas e oitavas. Férias são os dias da semana em que não há festa: diz-se normalmente a missa do domingo precedente; contudo as férias das Quatro-Têmporas, os dias das Rogações e todas as férias da Quaresma têm missas especiais.

2. CLASSIFICAÇÃO

Todos esses dias litúrgicos são doravante, divididos em classes, segundo a sua dignidade ou importância. Há quatro classes, que vão indicadas abaixo. A primitiva classificação de duples-maior, duples, simples, dias privilegiados foi suprimida.

PRIMEIRA CLASSE

Domingos: Os Domingos do Advento, da Quaresma e do Tempo da Paixão; o Domingo de Páscoa, o Domingo in albis e Pentecostes;
Férias: Quarta-feira de cinzas e todos os dias da Semana Santa;
Vigílias: do Natal e de Pentecostes;
Festas: como se indica no missal;
Oitavas: da Páscoa e de Pentecostes;

SEGUNDA CLASSE

Domingos: Todos os domingos que não são de 1ª Classe;
Férias: As do Advento, de 17 a 23 de dezembro; todas as férias das Quatro-Têmporas, exceto as de Pentecostes;
Vigílias: da Ascensão, da Assunção, da Natividade de São João Batista e dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo;
Festas: como se indica no missal;
Oitava: do Natal.

TERCEIRA CLASSE

Férias: Todas as férias do Advento até 16 de dezembro inclusive, as da Quaresma e as do Tempo da Paixão;
Festas: como se indica no missal;
Vigília: de São Lourenço.

QUARTA CLASSE

Férias: Todas as que não são das três classes já mencionadas;
Sábados: A Missa da Santíssima Virgem aos sábados.
Comemorações: A Missa das festas reduzidas a meras comemorações, pode ser dita nos dias de 4ª classe.

OCORRENCIA

No movimento variável e simultâneo dos Ciclos Temporal e Santoral, acontece às vezes que os dias litúrgicos do Próprio dos Santos ou do Próprio do Tempo ocorram no mesmo dia. Isso se chama ocorrência. É de regra que o dia litúrgico de classe superior tenha precedência sobre o inferior. Este último é omitido, comemorado ou transferido segundo o caso. Somente as festas de 1ª classe podem ser transferidas.

Os Domingos de 1ª classe têm sempre precedência sobre todas as festas, com exceção da festa da Imaculada Conceição. A maior parte das festas de 2ª classe não mais tomam precedência sobre o Domingo, e as festas de 3ª classe não se celebram mais na Quaresma. Daí resulta um aumento de predominância do Próprio do Tempo sobre o Próprio dos Santos.

Doravante a Missa de Nossa Senhora aos sábados só pode ser rezada nas férias de 4ª classe; não mais será permitida durante o Advento. Se uma festa meramente comemorada ocorre num dia de 4ª classe, tanto se pode dizer a Missa da féria com comemoração da festa, como a Missa da festa sem comemoração da féria.

MISSAS VOTIVAS

Missas votivas são aquelas que não estão em conformidade com o Ofício do dia. Elas podem ser prescritas ou simplesmente permitidas, como missa solene ou rezada, em certos dias e debaixo de certas condições, conforme os calendários locais. As Missas Votivas são doravante dividas em quatro classes. Missas Votivas de 4ª classe só podem ser ditas nos dias de quarta classe. A Missa do Sagrado Coração nas primeiras sextas-feiras do mês é de 3ª classe, e não se diz mais o Credo. A solenidade externa da festa que é substituída por um dia litúrgico de classe superior, pode ser celebrada com uma Missa solene de 2ª classe no mesmo dia, no domingo ou noutro dia. As Missas Votivas que requerem paramentos brancos ou vermelhos podem ser ditas na cor da Missa do dia (exceto preto ou roxo).

MISSA DOS DEFUNTOS

As missas dos defuntos são também dividas em quatro classes. A missa cotidiana dos defuntos só pode ser dita nos dias de 4ª classe, fora do Tempo do Natal, e não pode ser dita no sábado em lugar da missa de Nossa Senhora. A sequência “Dies Irae” pode ser omitida nas Missas dos defuntos, exceto na missa dos funerais. No dia de Todos os Defuntos ela só pode ser dita na Missa principal ou na primeira Missa.

MISSAS REZADAS E MISSAS CANTADAS

As missas são classificadas como Missas rezadas e Missas cantadas. Estas últimas dividem-se ainda em Missa solene (com diácono e subdiácono) e Missa simplesmente cantada, sem ministros. Há ainda a Missa pontifical, celebrada pelo bispo. Nas Missas cantadas tudo o que o diácono, o subdiácono ou leitor canta ou lê em virtude de seu ofício, é omitido pelo celebrante. As Missas podem também ser classificadas: em Missas dialogadas2, que pertencem à classe das Missas rezadas, mesmo que algumas partes sejam cantadas por outros que não o celebrante, e em Missas conventuais, que são de obrigação nas catedrais e nas igrejas dos religiosos adstritos ao coro.

FESTAS

1ª CLASSE:

· Imaculada Conceição (Branco) 08 de dezembro
· São José (Branco) 19 de março
· Anunciação (Branco) 25 de março
· São José Operário (Branco) 1 de maio
· São João Batista (Branco?) 24 de junho
· Santos Apóstolos Pedro e Paulo (Vermelho) 29 de junho
· Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor (Vermelho) 01 de julho
· Assunção da Santíssima Virgem (Branco) 15 de agosto
· Dedicação de São Miguel (Branco) 29 de setembro
· Festa de Cristo Rei (Branco) Último domingo de outubro
· Todos os Santos (Branco) 01 de novembro
· Todos os Fiéis Defuntos (Negro) 02 de novembro
· Dedicação da Basílica de Latrão (Branco) 9 de novembro

2º CLASSE:

· Todos os Apóstolos
· Purificação de Nossa Senhora (Branco – roxo até a benção das velas) 2 de fevereiro
· Cátedra de São Pedro (Branco) 22 de fevereiro
· Realeza de Nossa Senhora (Branco) 31 de maio
· Visitação de Nossa Senhora (Branco) 02 de julho
· Santa Ana (Branco) 26 de julho
· Transfiguração de Nosso Senhor (Branco) 06 de agosto
· São Lourenço (Vermelho) 10 de agosto
· São Joaquim (Branco) 16 de agosto
· Coração Imaculado de Maria (Branco) 22 de agosto
· Natividade de Nossa Senhora (Branco) 8 de setembro
· Exaltação da Santa Cruz (Vermelho) 14 de setembro
· Sete Dores de Nossa Senhora (Branco) 15 de setembro
· Nossa Senhora do Santíssimo Rosário (Branco) 07 de outubro
· Maternidade da Santíssima Virgem (Branco) 11 de outubro

FONTE: MISSAL QUOTIDIANO DOS FIÉIS por Dom Gaspar Lefebvre e os Beneditinos da Abadia de S. André. BIBLIA Bruges, Bélgica. 1962

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